ESCOLIOSE DO ADOLESCENTE 

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O que é 
Escoliose?

Escoliose é uma deformidade lateral de pelo menos 10 graus que, normalmente, se encontra acompanhada de rotação do tronco, apresentando-se como uma coluna em “S” ou em “C”.  

A escoliose idiopática (sem origem definida) é subdividida em 3 grupos que se baseiam na idade que o paciente apresenta no momento do diagnóstico.  

Escoliose idiopática infantil - acomete crianças com menos de 3 anos 

Escoliose idiopática juvenil - acomete crianças entre 3 e 10 anos 

Escoliose idiopática do adolescente - ocorre em pacientes com mais de 10 anos de idade e que ainda apresentam o esqueleto imaturo

Diagnóstico

Durante a adolescência a escoliose normalmente não produz dor, dificultando o diagnóstico. Portanto, ela pode estar presente por vários anos antes de ser notada pela criança ou pelos familiares. O diagnóstico de escoliose desses pacientes é geralmente feito em triagens escolares, achados radiológicos ou quando há descontentamento físico notado pelo próprio paciente, amigos ou família.  

Uma das possíveis maneiras de se detectar a presença destas curvas é observar a assimetria do corpo das crianças, principalmente durante o seu desenvolvimento. Geralmente o ato de abaixar-se para frente com as pernas esticadas realça a presença das assimetrias, podendo ser percebido como um lado das costas sendo mais alto do que o outro, formando uma giba. A progressão da curva ocorre normalmente nos períodos de crescimento ósseo, conhecidos como estirão. 

O potencial de crescimento remanescente de uma curva é definido por uma combinação de fatores que incluem menarca, idade do paciente no momento do diagnóstico e sinal de Risser, que indica o grau de maturidade esquelética do paciente através da avaliação da quantidade de ossificação da apófise da crista ilíaca. O médico deve examinar a criança regularmente até o final do crescimento, pois a escoliose pode aparecer em qualquer idade, desde o início do desenvolvimento até o final da adolescência. 

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Tratamento

Tratamento conservador 

 

Os coletes são as formas mais utilizadas de tratamento conservador, sendo recomendadas para evitar a progressão da curva, e não para tratá-las. O paciente deve ser avaliado a cada 6 meses, sendo considerado sucesso quando o colete evita o aumento de 5 graus da curva.  

Os coletes mais utilizados são o Colete de Boston e o Colete de Milwalkee, e devem ser utilizados por 23 horas por dia, retirando-os apenas para higiene pessoal. Esse tratamento continua controverso, pois o incomodo sofrido pelo paciente dificulta a sua adesão, influenciando o resultado final.  

 

Tratamento cirúrgico 

 

O tratamento cirúrgico tem como objetivo principal prevenir o avanço da curva e corrigir ao máximo a deformidade existente, beneficiando a aparência e minimizando as complicações de curto e longo prazo relacionadas a essa patologia.

 

O acesso lateral tem sido utilizado concomitantemente a outras técnicas posteriores com resultados clínicos e radiológicos animadores.  

 

Mas lembre-se, para alcançar o melhor tratamento, o paciente deve sempre procurar um médico especialista, que fará o diagnóstico e irá propor um tratamento específico para cada caso.

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