OSTEOPOROSE

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O que é 
Osteoporose

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A osteoporose é considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento, acometendo, geralmente, mulheres após a menopausa. 

Osteoporose é definida como um distúrbio esquelético generalizado caracterizado pelo comprometimento da densidade e qualidade óssea que leva a um aumento do risco de fratura. É definida patologicamente como "diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos".  

A osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo a fratura a sua manifestação clínica.

Quais são os 
Sintomas da Osteoporose

Quedas e fraturas são os principais sintomas da osteoporose. Ela também pode se manifestar com redução da estatura, deformidades e dor crônica. 

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Diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose é feito através do exame de densitometria óssea. Segundo a Fundação Nacional de Osteoporose (NOF – sigla em inglês), é recomendado que pacientes mulheres devem realizar a densitometria após os 65 anos e os homens após os 70 anos. 

   O diagnóstico clínico também pode ser realizado levando-se em conta os seguintes fatores: 

  • baixo índice de massa corpórea; 

  • história prévia de outras fraturas; 

  • histórico familiar de osteoporose; 

  • tabagismo;

  • abuso de álcool;

  • uso prolongado de certos medicamentos, como os glicocorticoides.  

Fraturas
Osteoporóticas

A Fundação Internacional de Osteoporose diz que a osteoporose causa uma fratura de qualquer tipo a cada 3 segundos. Mulheres que passaram pela menopausa são as mais afetadas (embora os homens também estejam em risco); estudo de 2012 publicado pelo Jornal Permanente descobriu que cerca de 25% de todas as mulheres pós-menopáusicas experimentam uma fratura espinhal em algum momento de suas vidas. 

Junto com dores nas costas (edema, giba de curto prazo e desconforto a longo prazo), uma fratura vertebral pode resultar em deformidade da coluna vertebral, deficiência ou diminuição da capacidade de realizar suas atividades diárias, diminuição da qualidade de vida e custos médicos mais elevados.

A maior incidência de fraturas relacionadas à osteoporose ocorre nos seguintes ossos:  

  • Vértebras (coluna vertebral) 

  • Fêmur (quadril) 

  • Rádio (punho)  

 

A fratura de fêmur é a mais grave, pois está associada com taxas mais elevadas de morbidade e mortalidade. 

 
Dores causadas por fraturas osteoporóticas 

 

A dor da fratura por osteoporose na coluna vertebral pode ser de dois tipos. Uma é aguda, localizada, intensa, mantendo o paciente imobilizado e é relacionada com fratura em andamento. Em situações de dor aguda, inicialmente, ela pode ser mal localizada, espasmódica e com irradiação anterior ou para bacia e membros inferiores.  

Nesses casos, a fratura vertebral pode ainda não ser observável com precisão em exame radiológico, dificultando o diagnóstico.

 

O paciente se mantém em repouso absoluto nos primeiros dias e mesmo sem tratamento, a dor diminui lentamente e desaparece após duas a seis semanas, dependendo da gravidade da fratura. Quando a deformidade vertebral residual é grave, podem permanecer sintomas de dor de intensidade variável ou esta aparecer tardiamente. 

 

Também ocorrendo com frequência, a dor pode ser de longa duração e localizada mais difusamente. Nestes casos, ocorreram microfraturas que levam a deformidades vertebrais e anormalidades posturais e consequentes complicações degenerativas em articulações e sobrecarga em músculos, tendões e ligamentos. 

 

É comum uma nova fratura vertebral acontecer, repetindo-se o quadro clínico. Nas pacientes com dor persistente, ela se localiza em região dorsal baixa e/ou lombar e, frequentemente, também referida a nádegas e coxas. Nesta etapa da evolução da doença, os pacientes já terão sua altura diminuída em alguns centímetros às custas das compressões dos corpos vertebrais e do achatamento das vértebras dorsais. 

 

O dorso curvo (cifose dorsal) é característico e escoliose (curvatura lateral) lombar e dorsal aparece com assiduidade. Com a progressão da cifose dorsal há projeção para baixo das costelas e consequente aproximação à bacia, provocando dor local que pode ser bastante incômoda. Nos casos mais avançados, a inclinação anterior da bacia leva a alongamento exagerado da musculatura posterior de membros inferiores e contratura em flexão dos quadris e consequentes distúrbios para caminhar, dor articular e em partes moles. A compressão de raiz nervosa é muito rara. 

 

Quando há fratura do corpo vertebral, as indicações cirúrgicas são para casos com: 

  • dor irradiada para os membros; 

  • mielopatia;

  • dor lombar; 

  • progressão de deformidade; 

  • claudicação neurogênica;

  • não eficácia dos tratamentos conservadores.  

 

As cirurgias abertas, mais agressivas, podem levar ao excesso de carga na prótese e, devido à baixa qualidade óssea, à falha do implante. 

Das muitas técnicas descritas no tratamento das fraturas osteoporóticas na coluna vertebral, destacam-se a Vertebroplastia e a Cifoplastia, que visam o alívio da dor causada pela fratura e devolver o suporte estrutural da coluna vertebral.  

Na Vertebroplastia injeta-se cimento ósseo (Polimetilmetacrilato – PMMA) diretamente no interior da vértebra fraturada, enquanto na Cifoplastia injeta-se um balão no interior da vértebra que é posteriormente preenchido com cimento ósseo. Ambas as técnicas apresentam resultados semelhantes no alívio da dor, porém a Cifoplastia apresenta uma taxa muito menor da complicação de extravasamento do cimento ósseo que pode comprimir estruturas nervosas, tais como raízes de nervos e saco dural.

Tratamento das
Fraturas 
Osteoporóticas